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Maria

Maria

04
Dez17

O Som do Silêncio

Sempre Maria

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"Olá escuridão, minha velha amiga

Eu vim falar com você novamente

Porque a visão suavemente arrepiante

Deixou as sementes enquanto eu dormia

E a visão que foi plantada em minha mente

Ainda continua dentro do som do silêncio


Em sonhos agitados eu caminhei sozinho

Ruas estreitas pavimentadas

Sob o halo de uma luz de rua

Eu virei meu colarinho para me proteger do frio e humidade


Quando meus olhos foram apunhalados

Pelo lampejo de uma luz de neon

Que dividiu a noite

E tocou o som do silêncio


E na luz nua eu vi

Dez mil pessoas, talvez mais

Pessoas falando sem conversar

Pessoas ouvindo sem escutar


Pessoas escrevendo canções

Que vozes nunca compartilharam

E ninguém atrevia-se

Perturbar o som do silêncio


"Tolos", disse eu, "vocês não sabem

Silêncio cresce como um cancro

Escute minhas palavras que talvez eu possa te ensinar

Pegue em meus braços e talvez eu possa te alcançar"

Mas minhas palavras caíram como gotas silenciosas de chuva

E ecoaram nos poços do silêncio


E as pessoas curvavam-se e rezavam

Ao Deus de neon que elas criaram

E a placa cintilou o seu aviso

E as palavras que estava formando


E o aviso disse

"As palavras de profetas

Estão escritas nas paredes do metrô

E corredores de apartamentos"

E sussurrou no som do silêncio"

 

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